Juju - a dona do pedaço

Juju - a dona do pedaço
JUJU - a dona do pedaço

Família de Peludos

Família de Peludos
"Este blog é feito com muito carinho. Nasceu da vontade de compartilhar

experiências, textos, conhecimentos, dicas a partir da convivência com felinos;

de descobrir como as pessoas em diferentes partes do mundo convivem com esses seres fascinantes.

A família vai adorar que você deixe um comentário.

Entre e fique à vontade... "



domingo, 17 de janeiro de 2010

QUEM DISSE QUE GATO TEM MEDO DE ÁGUA?

Acredito que os gatos, tais como os humanos, possuem características próprias, que os transformam em seres únicos. Após sua espantosa recuperação de um atropelamento, cá está Dona Lili, na maior tranquilidade, pescando minhas carpas. Se não tivesse visto e gravado, poderia até duvidar.

Com as patas dianteiras enfiadas no tanque, remexendo o fundo, ou afastando as plantas para visualizar os peixinhos, lá está ela, toda faceira, na captura de suas "presas".

É claro que no final não conseguiu pegar nada. Mas nem por isso perde a graça e pose enquanto seca suas patinhas.










domingo, 13 de dezembro de 2009

Animais - Por que nós os amamos

Por que nós os amamos


Mesmo que, em troca, eles apenas nos suportem. É difícil resistir ao encanto dos gatos, ao vivo ou no YouTube. E existe até uma explicação científica: eles usam o "fator fofura" para nos dominar


Suzana Villaverde


Quem entrar no YouTube e digitar "gatinhos" terá material suficiente para passar umas sete vidas assistindo a vídeos de aventuras protagonizadas pelos seres mais graciosos do planeta. Nem os adoráveis cães, os mais populares animais de estimação, nem os poderosos leões, o símbolo universal da vida selvagem (embora sejam, basicamente, uns gatos grandes), competem com os felinos domésticos em matéria de acessos. Conhecidos pelo distanciamento filosófico que mantêm em relação ao mundo dos humanos, os bichanos têm se mostrado celebridades bem acessíveis: tocam piano, enfiam-se em lugares impossíveis, atacam impressoras e demais objetos semoventes com total naturalidade diante das câmeras. Com a proliferação dos vídeos e dos admiradores – no Brasil, são 16 milhões de bichanos de estimação –, o negócio de gatos também exibe fôlego. Uma de suas variantes mais bizarras, embora igualmente irresistível, é a dos gatos de peruca: você pega uma cabeleira falsa, implora que o bicho condescenda em participar e, nos poucos segundos que se passam antes que o acessório voe no ar, fotografa-o. A americana Julie Jackson, 45 anos, foi pioneira do ramo. Há dois anos, criou um site de fotos de gatos de peruca em cores engraçadas. Hoje, vender perucas para gatos é fonte de renda. "Sempre gostei de fotografar gatos. As perucas vieram naturalmente, para ficar mais engraçado", diz Julie, que comercializa as peruquinhas a 50 dólares cada uma e tamanho único ("tamanho de gato"). Nesta época do ano, com o Natal chegando, as vendas aumentam. "Gatos são vaidosos e adoram saber que estão lindos. Mas nem todos aceitam a brincadeira." Dos que aceitaram, 25 foram selecionados como modelos para o livro Glamourpuss. "Três ficaram de fora porque não entenderam a ideia", brinca Julie, dona de dois gatos com personalidades opostas: Boone, exibido, está na capa do livro e também dentro, de peruca encaracolada e óculos quadrados; já Tito "não quis aparecer por ser muito tímido". A propósito: Chicken, o carismático bichano de peruca rosa, com presença comparável à de uma Naomi Campbell, já não está entre nós – foi para o céu felino antes mesmo do lançamento do livro.



Os gatos fascinam os humanos, e não é apenas pela aura de mistério (ou, na definição de Jorge Luis Borges: "Por obra indecifrável de um decreto / divino, te buscamos inutilmente / mais remoto que o Ganges e o poente / tua é a solidão, teu é o segredo"). Com olhos grandes e puxados, cara pequena, focinho achatado e corpo macio, eles se encaixam num conjunto de características chamado de "esquema bebê" pelo biólogo austríaco e prêmio Nobel Konrad Lorenz, que nos anos 40 traçou e explicou pela primeira vez a semelhança. O "fator fofura", como é chamado, é formado por um conjunto de feições que lembram as de um bebê e que, por ditames autoexplicativos da sobrevivência da espécie, apareça onde aparecer, sempre desperta nos humanos imediata sensação de afeto e impulsos protetores. "O cérebro humano responde de maneira positiva a essas feições. Estejam elas num bebê, num gato ou num filhote de panda, todos vão estimular proteção e cuidados", explica a bióloga Melanie Glocker, especialista em neurociência social do Instituto de Biologia Comportamental da Universidade de Münster, na Alemanha. Por desencadear reações irresistíveis, o "fator fofura" desponta em toda parte (inclusive naquelas que envolvem o uso de cartões de crédito) e vai além de um simples conjunto de feições. "Qualquer objeto ou mesmo uma palavra fofinha ativa o sistema de recompensa do cérebro que libera dopamina e imediatamente nos faz sentir bem. É uma felicidade instantânea", diz a bióloga alemã. É esse princípio que comanda as reações positivas diante de coisinhas miúdas (e caras) como o Beetle, da Volkswagen, ou o 500, da Fiat.


Em nenhum outro país o apego à fofurice chegou tão longe quanto no Japão de Pokémon e Hello Kitty (esta, por sinal, uma gatinha). O conceito de kawaii, nome dado a tudo o que é fofo e meigo, é a mola propulsora da inesgotável cultura pop japonesa. "Quando a pessoa se torna adulta no Japão, existe muita pressão social. A cultura kawaii, o fascínio pelas coisas fofas, as mascotes, tudo o que é colorido, permite esquecer um pouco a realidade e prolongar a infância", avalia a bailarina Akemi Matsuda, que morou no Japão até os 18 e hoje vive em São Paulo, sempre guiada pela fofurice.

Nada mais normal, portanto, que felinos japoneses dominem o YouTube. Maru, o gato que fica entalado numa embalagem de latas de refrigerante, entre outras estripulias, tem mais de 100 vídeos. E seu próprio site, é claro. É difícil resistir ao ser descrito como "pequeno imperador sem orbe, conquistador sem pátria, mínimo tigre de salão, nupcial sultão do céu das telhas eróticas", nas fascinadas palavras do poeta chileno Pablo Neruda em sua Ode ao Gato, citada na ponta da língua por todos os felinomaníacos. A elegância, a agilidade e a capacidade de se meter em todo tipo de situação absurda – e sair dela com ar de solene superioridade – alimentam o star power dos gatos. "São bichos extremamente curiosos que desenvolvem várias manias e, por isso, são tão engraçados de observar", diz a veterinária Luciana Deschamps, dona de uma clínica especializada em felinos e anfitriã, em casa, de nove bichanos. "Gatos dificilmente aprendem truques, porque são muito independentes. Se fazem alguma coisa, é porque querem", explica. A quem assiste, resta se render e achá-los a coisa mais fofa do mundo.




PROFESSOR SABICHANO




Freud disse que os donos de gatos os escolhem na tentativa inconsciente de adquirir suas características. Aqui, dez coisas que podemos aprender no convívio com eles, apontadas pela veterinária e gatófila Luciana Deschamps

1 Relaxar "Gatos adoram uma preguiça e sabem aproveitar cada minuto em que ficam sem fazer nada"

2 Aproveitar o momento "Gatos fazem coisas divertidas mesmo quando não têm plateia"


3 Explorar "Eles querem saber tudo, ver tudo, mexer em tudo, e assim descobrem o que preferem"


4 Ter autossuficiência "Para o gato, ser independente não significa amar menos o dono, mas apenas não ser radicalmente dependente dele"

5 Mover-se "Não há andar mais elegante no reino animal que o jeito silencioso e suave dos felinos"


6 Alongar-se "Saber se esticar é fundamental para quem quer desbravar o espaço ao seu redor"

7 Comer com prazer "Gatos aproveitam ao máximo o alimento. Cheiram, brincam e só depois comem. É o gosto de experimentar coisas novas"


8 Ocupar espaços "Por que se deitar num cantinho, se você pode ocupar a cama inteira?"


9 Observar "Humanos acham que eles não prestam atenção, mas quase tudo o que os gatos aprendem é observando os donos"


10 ter vontade própria "O gato não se submete. Deve pensar: ‘Pobre bípede, acha que vou fazer isso só porque ele quer’. E não faz"




http://veja.abril.com.br/161209/por-que-nos-amamos-p-092.shtml

domingo, 6 de dezembro de 2009

ACIDENTES DOMÉSTICOS

Por mais que tentemos proteger nossos fofuchos, infelizmente alguns imprevistos nos pegam desprevenidos.
Na sexta-feira fiz uma limpeza no quintal. Retirei algumas plantas, folhagens e amontoei na lateral da garagem. É claro que tive supervisão direta dos meus pequenos amiguinhos, que faziam a festa com cada galho e folhas que ia amontoando. Quer coisa melhor do que se esconder no meio das folhagens e pegar os irmãos no susto?
Pois é.
No sábado, meu sobrinho levou um tombo. Preocupados, meu irmão e minha cunhada levaram o bebê ao Pronto Socorro, pois ele não parava de chorar.
Após ser examinado e radiografado, constatou-se que não sofrera nenhum dano. Graças a Deus!
Na volta, meu irmão abriu o portão da garagem para colocar o carro.
Só que ninguem poderia imaginar que a Lili estava deitada no meio das folhagens.
Não consigo imaginar o sequer  que aconteceu. Vi a gata deitada no chão da cozinha, ensanguentada, sangue saindo pelo nariz e boca, a vasilha de água da Laica espalhada pelo chão e meu irmão desesperado, gritando que havia atropelado a Lili.
Minha reação foi de correr, pegar uma toalha e levá-la urgente ao veterinário. Chorava de ver o estado que estava. Meu irmão desesperado pedindo desculpas para a Lili; ela fechando os olhos, colocando sangue pela boca e nariz.
Por um momento, pensei que ela tivesse morrido.
Comecei a rezar e, em meio às lágrimas, consegui chegar ao veterinário.
Deixei meu irmão em frente à clinica e fui estacionar o carro. Voltei corrrendo ao consultório. Ela já estava sendo atendida pelo médico na sala de emergência.
Via sua carinha sem entender o que estava acontecendo, sua respiração acelerada. Cada fechada de olhos que ela dava sentia que a estava perdendo.
Como a vida é fragil e como a gente é impotente diante de uma situação como esta.
O doutor compenetrado, nem percebeu minha presença.  Procurou estabilizar a gatinha, enquanto a apalpava, na tentativa de  fazer um diagnóstico. A clínica mais próxima com raio x já estava fechada.
Examinou o reflexo das pupilas, sensibiliddade das patinhas e cauda. Auscultou o coração, pulmão e órgãos internos. Medicou mais uma vez. Agora era aguardar. Deixei Lili em observação em meio à lágrimas de tristeza, de incorfomismo, de absoluta impotência.
Pediu que eu retornasse em 2 horas. Caso acontecesse algo pior ele me ligaria.
Nem preciso falar quanto tempo levou para passar essas horas.
Imaginar perder Lili, dava uma sensação de buraco dentro do peito. A família nunca mais ficaria completa: Fefê, Bibi, Juju, Laica... não podia ficar faltando a Lili.
Estava para sair de casa quando o telefone tocou. Era o médico! Gelei! Mas a notícia era boa. A Lili estava melhorando.
Não lembro de quanto tempo levei para chegar à clinica. Entrei na emergência e lá estava a minha Lilica, com aqueles olhos grandes, verdes, aguardando quietinha.
O médico não constatara nenhuma fratura, nenhum dano neurológico. Pediu que eu a observasse e que a troxesse logo pela manhã. Embrulhei Lili na toalha e a trouxe nos braços como se ali, no meio daqueles panos, estivesse o mais precioso dos bens. Vim conversando com ela, protegendo-a, mostando que ela estava segura e que ficaria boa.
Durante a noite acordei por várias vezes pra ver como ela estava. Graças a Deus e ao doutor ela melhorou.
Levei novamente à clinica pela manhã, já bem mais aliviada.
Agora é só aguardar a recuperação.



sábado, 28 de novembro de 2009

CONDUTA DIANTE DE UM GATO COM OBSTRUÇÃO URETRAL

Heloísa Justen M. de Souza

O exame clínico acurado do gato com uropatia obstrutiva irá depender do seu temperamento e da severidade e tempo da obstrução uretral.

Para a inspeção da uretra peniana, implica na retração do prepúcio e exposição do pênis. Aconselho a contenção química do gato para a obtenção de um melhor manejo, com o emprego do cloridrato de quetamina associada ao diazepam, administrados por via endovenosa. Desta forma, observamos cuidadosamente a presença ou não de tampão uretral ou urólito na porção distal da uretra peniana. Estes podem ser removidos através de massagens suaves no pênis do gato. Caso não se obtenha sucesso com esta manobra, verifica-se se a vesícula urinária está muito repleta. Uma descompressão da bexiga superdistendida, por meio da cistocentese, pode facilitar a repulsão de tampões ou urólitos para o interior da vesícula urinária e diminuir a pressão intra-uretral.

O terceiro passo é a introdução da sonda no lúmem uretral até alcançar a oclusão mecânica (tampão, urólito, coágulos etc...). A porção proximal da sonda uretral deve ser arredondada e lubrificada com lubrificante estéril. As sondas ou cateteres uretrais de polipropileno "Tomcat catheters – open end" são as preferidas para desobstrução uretral em gatos. Quantidades copiosas de solução salina estéril são impelidas sob pressão, deixando que ocorra o escoamento do líquido ao redor da sonda. Após administrar soro pela sonda, o qual reflui, verificamos se este volume de líquido foi necessário para amolecer os tampões uretrais, por meio de uma ligeira compressão manual da vesícula urinária criando uma pressão intra-uretral. Na minha experiência, a maioria dos tampões uretrais são expelidos da uretra após esta manobra, não havendo necessidade de cateterizar toda a uretra, pois o local mais comum de obstrução uretral é na uretra peniana, que apresenta um diâmetro interno em média de 0,7mm.

No entanto, alguns gatos não conseguem ser desobstruídos e realiza-se um quarto procedimento, onde a uretra é ocluida distalmente e a solução salina é impelida, forçando o tampão uretral para o interior da vesícula urinária. Este procedimento feito de forma incorreta é responsável pelo grande número de gatos que chegam ao Hospital Veterinário da UFRRJ com ruptura de uretra e extravasamento de urina pelo tecido celular subcutâneo. A sonda uretral deve penetra cerca de 1,0 cm no interior da uretra peniana, depois o pênis deve ser tracionado dorsocaudalmente fazendo com que a uretra fique paralela à coluna vertebral, viabilizando a cateterização mais proximal da uretra, não havendo impedimento da curvatura pélvica. Estando a uretra cateterizada, remove-se a urina da bexiga e introduz-se uma solução salina, retirando posteriormente a solução, repetindo o procedimento até que o líquido venha claro e sem debris. A vesícula urinária é gentilmente comprimida e verificamos o calibre do fluxo urinário.

Texto extraído do site: http://www.petsite.com.br/

PROCEDIMENTOS PARA TRATAMENTO E PREVENÇÃO DA DTUIF (Doenças do Trato Urinário Inferior de Felinos).

Heloísa Justen M. de Souza

No caso de o gato não aceitar a ração comercial, existem alguns procedimentos medicamentosos e alimentares para o tratamento e prevenção da DTUIF.

As recomendações terapêuticas nos gatos que estejam apresentando sinais clínicos de DTUIF de causa desconhecida, são limitadas em função da natureza idiopática desta enfermidade. No entanto, evidências pragmáticas demonstram que o uso de acidificantes urinários para eliminação ou redução dos cristais de estruvita (fosfato amoníaco magnesiano) parece contribuir para a remissão clínica deste distúrbio. O pH urinário do gato deve ser mensurado, principalmente duas a quatro horas após as refeições, para se verificar a necessidade de acidificantes urinários. O objetivo é a manutenção do pH urinário numa faixa de 6,25 a 6,4, pois aumenta a solubilidade dos cristais de estruvita.

Os gatos que não aceitam rações comerciais sejam elas secas ou úmidas, devem ser suplementados após a ingestão de sua dieta habitual com acidificantes urinários efetivos, tais como cloreto de amônio (300mg/kg/dia), Dl-metionina (1g/kg/dia), cloreto de cálcio (85mg/kg/dia) ou ácido fosfórico (125mg/kg/dia). As doses destes acidificantes devem ser ajustadas com cautela para cada gato individualmente. A dose inicial de cloreto de amônio e Dl-metionina deve ser de 100 a 200 mg/Kg/dia incorporada ao alimento, aumentando cuidadosamente, até obter-se o pH urinário desejado. O efeito da dieta no pH urinário depende do seu consumo, do metabolismo do animal e da dose de acidificante. A dosagem total do acidificante deve ser sempre fracionada no período de vinte e quatro horas, administrando-se após cada refeição.

O segundo ponto para aumentar a solubilidade dos cristais de estruvita refere-se ao aumento de ingestão de água pelo animal, que pode ser obtido através da mistura de caldos de carne ou peixe ao seu alimento, bem como incentivar o gato fornecendo a água de acordo com a sua predileção: vasilha sempre cheia de água, água renovada diariamente, até mesmo, água corrente da bica, dentre outras.


Texto extraído de: http://www.petsite.com.br/