Juju - a dona do pedaço

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JUJU - a dona do pedaço

Família de Peludos

Família de Peludos
"Este blog é feito com muito carinho. Nasceu da vontade de compartilhar

experiências, textos, conhecimentos, dicas a partir da convivência com felinos;

de descobrir como as pessoas em diferentes partes do mundo convivem com esses seres fascinantes.

A família vai adorar que você deixe um comentário.

Entre e fique à vontade... "



sábado, 7 de março de 2009

O GATO ZEN

O Homem estava muito triste. Sabia que os dias do Gato estavam contados. O médico havia dito que não havia mais nada a fazer, que ele deveria levar o Gato para casa, e deixá-lo o mais confortável possível.

O Homem acariciou o Gato em seu colo e suspirou. O Gato abriu os olhos, ronronou e olhou para o Homem. Uma lágrima escorreu pela face do Homem e caiu na testa do Gato. O Gato lhe lançou um olhar ligeiramente irritado.

"Por que você está chorando, Homem?", perguntou. "Porque não suporta a idéia de me perder? Porque acha que nunca vai poder me substituir?"

O Homem fez que sim com a cabeça.

"E para onde acha que eu irei quando deixar você?", o Gato perguntou.

O Homem deu de ombros, sem saber o que dizer.

"Feche os olhos, Homem", disse o Gato. O Homem o olhou sem entender bem, mas obedeceu.

"De que cor são meus olhos, meu pêlo?", o Gato perguntou.

"Os olhos são dourados e o pêlo é marrom, um marrom intenso e vivo", o Homem respondeu.

"E em que parte do corpo tenho pêlos mais escuros?", o Gato perguntou.

"Nas costas, no rabo, nas pernas, no nariz e nas orelhas", disse o Homem.

"E em que lugares você mais costuma me ver?", perguntou o Gato.

"Eu vejo você... no parapeito da janela da cozinha, observando os passarinhos... na minha cadeira preferida... na escrivaninha, deitado em cima dos papéis de que eu preciso... no travesseiro ao meu lado, à noite".

O Gato assentiu.

"Você consegue me ver em todos esses lugares agora, mesmo de olhos fechados?", perguntou.

"Claro. Vi você neles por muitos anos", o Homem disse.

"Então, sempre que você quiser me ver, tudo o que precisa fazer é fechar os olhos", disse o Gato.

"Mas você não vai estar lá de verdade", respondeu o Homem com tristeza.

"Ah, é mesmo?", disse o gato. "Pegue aquele barbante do chão - ali, meu 'brinquedo'".

O Homem abriu os olhos, esticou o braço e pegou o barbante. Tinha uns 60 centímetros e o Gato conseguia se divertir com ele por horas e horas.

"De que ele é feito?", o Gato perguntou.

"Parece que é de algodão", o Homem disse.

"Que vem de uma planta?", perguntou o Gato.

"Sim," disse o Homem.

"De uma só planta ou de muitas?"

"De muitos algodoeiros," o Homem respondeu.

"E seria possível que outras plantas e flores nascessem no mesmo solo do algodoeiro? Uma rosa poderia nascer ao lado do algodão, não?", perguntou o Gato.

"Sim, acho que seria possível", disse o Homem.

"E todas as plantas se alimentariam do mesmo solo e da mesma chuva, não é?", o Gato perguntou.

"Sim", disse o Homem.

"Então, todas as plantas, a rosa e o algodão, seriam muito parecidas por dentro, mesmo aparentando ser muito diferentes por fora", disse o Gato.

O Homem concordou com a cabeça, mas não conseguia entender o que aquilo tinha aver com a situação.

"E então, aquele barbante", disse o Gato, "é o único barbante do mundo feito de algodão?"

"Não, claro que não", disse o Homem, "foi tirado de um rolo de barbante".

"E você sabe onde estão todos os outros pedaços de barbante, e todos os outros rolos?", perguntou o Gato.

"Não, não sei... seria impossível saber", disse o Homem.

"Mas mesmo sem saber onde estão, você acredita que eles existem. E mesmo que alguns pedaços de barbante estejam com você, e outros estejam em outros lugares... mesmo que alguns sejam curtos e outros sejam compridos, e mesmo que seu rolo de barbante não seja o único no mundo... você concorda que há uma relação entre todos os barbantes?", o Gato perguntou.

"Nunca tinha pensado nisso, mas acho que sim, há uma relação", o Homem disse.

"O que aconteceria se um pedaço de barbante caísse no chão?", perguntou o Gato.

"Bom... ele ia acabar enterrado, e se decompondo na terra", o Homem disse.

"Sei", disse o Gato. "E talvez nascesse mais algodão naquele lugar, ou uma rosa".

"Pode ser", concordou o Homem.

"Quer dizer que a rosa no parapeito da janela pode ter alguma relação com o barbante na sua mão, e também com todos os barbantes que você nunca viu", disse o Gato.

O Homem franziu a testa, pensando.

"Agora pegue uma ponta do barbante em cada mão", instruiu o Gato.

O Homem fez o que foi pedido.

"A ponta na mão esquerda é o meu nascimento, e a na mão direita é minha morte. Agora junte as duas pontas", disse o Gato.

O Homem obedeceu.

"Você formou um círculo contínuo", disse o Gato. "Alguma parte do barbante parece diferente, melhor ou pior que qualquer outra parte dele?"

O Homem examinou o barbante e então fez que não com a cabeça.

"O espaço dentro do círculo parece diferente do espaço fora dele?", o Gato perguntou.

De novo, o Homem fez que não com a cabeça, mas ainda não sabia se estava entendendo onde o Gato queria chegar.

"Feche os olhos de novo", disse o Gato. "Agora lamba a mão".

O Homem arregalou os olhos, surpreso.

"Faça o que eu digo", disse o Gato. "Lamba a mão, pense em mim em todos os meus lugares costumeiros, pense em todos os pedaços de barbante, pense no algodão e na rosa, pense em como o interior do círculo não é diferente do exterior".

O Homem se sentiu bobo, lambendo a mão, mas obedeceu. Ele descobriu o que um gato deve saber, que lamber uma pata é muito relaxante, e ajuda a pensar mais claramente. Continuou a lamber, e os cantos da boca começaram a esboçar o primeiro sorriso que ele dava em muitos dias. Esperou que o Gato lhe mandasse parar mas, como este não mandou, abriu os olhos. Os olhos do Gato estavam fechados. O Homem acariciou o pêlo marrom, quente, mas o Gato havia morrido.

O Homem cerrou os olhos com força e as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

Viu o Gato no parapeito da janela, na cama, deitado em cima dos papéis importantes. Ele o viu no travesseiro ao seu lado, viu os olhos dourados brilhantes, e o marrom mais escuro no nariz e nas orelhas. Abriu os olhos e, por entre as lágrimas, olhou para a rosa que crescia em um vaso na janela, e depois para o barbante que ainda segurava apertado na mão.

Um dia, não muito depois, tinha um novo Gato no colo. Era uma linda gata malhada... tão diferente do seu querido Gato anterior mas, ao mesmo tempo, tão parecida.

Tradução: Daniela Travaglini
Copyright © 2001 by Jim Willis. Todos os direitos reservados.
Copyright da tradução brasileira © 2003 by Lugano Editora

POR QUE PRECISAMOS DOS HUMANOS?

1. Introdução: Por que precisamos dos humanos?
Então você decidiu adotar um ser humano... Ao tomar essa decisão, você se juntou a milhões de outros gatos que adquiriram essa criatura estranha e muitas vezes frustrante. Durante o seu período de associação com humanos, você irá se perguntar várias vezes porque se deu ao trabalho de agracia-los com a sua presença.
Qual é o grande lance dos humanos? Por que não continuar andando com outros gatos? Nossos maiores filósofos tem se perguntado as mesmas coisas por séculos, mas a resposta na verdade é bem simples: ELES TEM POLEGARES OPOSITORES

Isso faz deles ferramentas perfeitas para efetuar tarefas como abrir portas, abrir latas de ração, mudar canais de televisão e outras tantas atividades que nós, apesar de todas as nossas outras vantagens óbvias, consideramos difíceis de realizar. É verdade que chimpanzés, orangotangos e lêmures também têm polegares opositores, mas eles não são tão fáceis de adestrar.

2. Como e quando conseguir a atenção do seu humano
Humanos várias vezes acham (erroneamente) que existem outras atividades mais importantes que cuidar das suas necessidades imediatas; coisas como trabalhar, passar tempo com a família e/ou até mesmo dormir.
Apesar disso ser terrivelmente inconveniente, você pode tirar vantagem disso, incomodando seu humano quando ele estiver muito ocupado. O ser estará tão afobado, que irá fazer qualquer coisa que você queira, só para te tirar do caminho (e do cabelo dele). Não é por coincidência que adolescentes humanos fazem a mesma coisa.
Segue aqui uma lista de métodos testados e aprovados para conseguir que seu humano faça o que você quer:
-Sentar sobre papel: é velha mas sempre funciona. Se um humano tem um pedaço de papel à sua frente, existe uma grande possibilidade que ele ache que é algo mais importante que você. Ele geralmente te oferecerá um petisco para afasta-lo dali. Estabeleça sua supremacia sobre esse produto de massa de madeira todas as vezes que surgir uma oportunidade. A tática também funciona bem com teclados de computador, controles remotos, chaves e crianças pequenas. OBS.:Uma pequena alteração no método que deixa minha dona louca: deite-se sobre o monitor e deixe o rabo pender sobre a tela.
-Acorde seu humano em horas impróprias: As "horas douradas" de um gato são entre 3:30 e 4:30 da manhã. Se você der patadas na cara do seu humano adormecido durante esse período, você tem uma ótima chance que ele levante e, na sua semiconsciência, faça exatamente aquilo que você quer. Talvez você precise arranhar um humano que tenha sono profundo para conseguir chamar sua atenção. Lembre-se de variar o local do arranhado para evitar que o humano fique desconfiado. OBS.:Se durante o seu período de sono seu humano se mexer e te acordar, use o procedimento citado acima. Isso vai ensina-lo a descobrir quem manda e a tomar mais cuidado quando se mover dormindo.
3. Punindo seu ser humano
Algumas vezes, apesar de todos os seus esforços para adestrar seu humano, ele teimosamente irá resistir à sua vontade. Nessas circunstâncias extremas, você precisará puni-lo. Punições óbvias como arranhar os móveis ou comer plantas, geralmente são um tiro pela culatra; esses seres não tem nenhuma sofisticação e provavelmente interpretarão erroneamente suas atividades e (pasme) tentarão te educar.
Nós oferecemos a você alternativas mais sutis, mas nem pôr isso menos efetivas:
* Use a caixa de areia durante um importante jantar formal.
* Fique encarando ostensivamente seu humano enquanto ele tenta ter um interlúdio romântico. OBS.: se não funcionar com o seu humano, com certeza irá funcionar com o parceiro dele.
* Depois de seu humano ter assistido um filme de terror particularmente apavorante, posicione-se na frente de uma porta fechada e comece a se afastar vagarosamente para trás, bufando e chiando OBS.:se conseguir, arrepie os pêlos das costas.
* Quando seu humano estiver dormindo, deite-se sobre sua cara.
4. Recompensando seu humano: seu presente deve estar ainda vivo?
O mundo dos gatos se divide sobre a questão de etiqueta de presentear humanos com animais vivos ou mortos. Alguns acreditam que humanos preferem esses presentes já mortos, enquanto outros dizem que humanos apreciam um grilo ou roedor morrendo em agonia tanto quanto nós, falam isso baseando-se nos movimentos (aos saltos) alegres que eles fazem ao pegar as criaturas com que são presenteados.
Após muita consideração sobre a psique humana, nós recomendamos o seguinte: animais de sangue frio (grandes insetos, sapos, lagartos, cobras de jardim e minhocas) devem ser apresentados mortos, já animais de sangue quente (aves, roedores, o cãozinho miniatura do vizinho) são mais bem recebidos quando vivos. Quando você vir a expressão na face do seu humano, verá que valeu a pena.
5. Por quanto tempo você deve manter seu humano?
Você só é obrigado a manter um humano por uma das suas vidas, nas outras oito, faça o que quiser. Nós recomendamos que você varie um pouco, apesar de que no fim você irá descobrir que a maioria dos humanos (pelo menos os que valem a pena conviver) são bem parecidos. Mas o que você queria? Eles são humanos afinal de contas, e polegares opositores não são tudo na vida.

Partes do texto "A CAT'S GUIDE TO HUMAN BEINGS"
E-mail.:intercat@intercat.com.br
© Copyright,2001. InterCat

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

CADEIRA DE RODAS PARA CACHORRO/GATO

CADEIRA DE RODAS - MATERIAIS USADOS PARA A FABRICAÇÃO:
- Tubo de PVC ¾" 2 m
- Cotovelo PVC ¾" 90º 8 un
- Te PVC ¾" 4 un
- Cap PVC ¾" 2 un
- Luva PVC 3/4" 2 un
- Rodinha de carrinho de feira 2 un
- Prego ou parafuso grande para eixo da rodinha 2 un
- Pano para o assento
Fita para prender no peito
- Cola para tubo de PVC peq. 1 un
OBS: É preciso ter as medidas do seu cachorrinho e ir fazendo adaptações.








































Fontes: Cantinho Online, Design PVC, Projeto Malu, AnimaisS.O.S


No link abaixo existem mais modelos de cadeiras de rodas para cães e gatos. Todos os modelos tem um manual de como montar o aparelho.

http://sites.google.com/site/yloveyoutube/



Postado por peludosepelados às 11:46

sábado, 17 de janeiro de 2009

CANTO DOS GATOS

Pequenos mimos para seus gatinhos. Erva Catnip fresca ou seca.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

MASSAGEOU SEU GATO HOJE?

Massagear o gato é uma prática que traz benefícios para ele e para o dono
Este é um procedimento que recomendo para todo dono de gato! A massagem presenteia o felino com momentos de prazer e de relaxamento.
Confiança e carinho
Durante a massagem, o gato associa o prazer que está sentindo com a presença, o cheiro e a voz do proprietário. Com o tempo, vai se deixando tocar em mais lugares, à medida que percebe não correr risco. Isso faz o gato confiar cada vez mais no dono e gostar cada vez mais dele.
Estresse e relaxamento
Uma massagem mais profunda é capaz de provocar um relaxamento ainda maior do que um simples carinho superficial. Mas, se o gato não estiver acostumado a esse tipo de interação, o efeito pode ser oposto, estressando-o ainda mais. Em situações tensas, portanto, só lance mão da massagem depois de o gato estar habituado a ser manipulado.
Incômodos e dores
Nossos bichos, infelizmente, não conseguem nos comunicar quando sentem dor. Para detectá-la, precisamos perceber sintomas como parar de comer, impaciência, agitação e, em alguns casos, agressividade.
Com os gatos essa percepção pode ser especialmente difícil, pois, instintivamente, eles disfarçam a dor e o desconforto para não mostrar fraqueza. O motivo é que ficam em situação de risco na natureza se os adversários perceberem que não estão bem ou que se encontram feridos.
Uma das técnicas dos médicos-veterinários para descobrir se o gato está sentindo dor é apalpá-lo. Ao ser pressionado no local dolorido, o gato tem reações que permitem saber da existência de problema e em qual região do corpo isso ocorre.
A limitação dessa técnica é não funcionar bem quando o gato está assustado, exatamente o que se espera que aconteça quando ele é apalpado por um desconhecido, fora de seu território.
Por meio de massagens diárias, podemos acostumar o gato à manipulação. Assim, será mais fácil submetê-lo a futuros exames. O proprietário conhecerá profundamente o corpo do gato, as reações típicas dele e os pontos mais sensíveis. Com essas informações, será possível dar uma importante ajuda ao médico-veterinário. O dono terá condições de fazer uma descrição precisa dos locais do corpo que, quando pressionados, fazem o gato reagir com sinais de dor. Também é esperado que o gato aceite com menos tensão o exame clínico do veterinário, pois estará acostumado a ser apalpado.
Como fazer a massagem
Existem várias técnicas para massagear gatos, descritas em livros, sites e DVDs, algumas, inclusive, patenteadas. Portanto, para quem quiser ir mais a fundo, há bastante conteúdo disponível por aí.
Mas não é preciso ser um expert para começar a usufruir os diversos benefícios da massagem animal. Seguindo algumas dicas gerais, você poderá praticar hoje mesmo em seu gato.
Tipo de massagem
Ao fazer carinho no gato, coloque um pouco mais de pressão nas mãos. Tente sentir o corpo do felino por baixo da pele - músculos, ossos e articulações. Concentre-se como se quisesse descobrir cada pedacinho dele, sem deixar despercebida qualquer parte do corpo.
Tempo, local e posição
É importante que o momento da massagem seja prazeroso, tanto para você quanto para o gato. Respeite, portanto, os limites dele. Aos poucos, ele aprenderá a relaxar e a confiar cada vez mais em você ao ser massageado.
Forçar o gato a aceitar uma massagem mais prolongada do que está disposto a aceitar ou querer que ele continue deitado contra a vontade costumam ser iniciativas contraproducentes. Não há problema se, no início, for preciso dividir a massagem em várias sessões, até conseguir que o gato seja massageado por inteiro.
Regiões sensíveis ou doloridas
Nunca inicie a massagem em uma parte do corpo que possa estar dolorida. Tome também muito cuidado ao manipular uma região sensível. Não é intuito da massagem causar dor, e sim prazer e relaxamento.
Se perceber que o gato está se sentindo incomodado ou se houver possibilidade de machucá-lo, não exagere na pressão. Procure conhecer até que limite ele a aceita tranquilamente. No futuro, uma mudança nesse limite poderá indicar um problema de saúde.
Quando começam a receber carinho ou a ser massageados, os gatos não costumam permitir que a região do abdômen seja tocada. Nesse caso, evita-se massagear a barriga do felino até que ele fique totalmente relaxado ao ser manipulado. Muitos donos só conseguem fazer isso depois de massagear o gato por meses!

Revista Cães & Cia, n. 351, agosto de 2008